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AUTONOMIA AUTORAL DIGITAL DOCENTE

Vamos dialogar um pouco sobre esse ser humano que quer se fazer digital encontrando relevância no conteúdo, nas suas escolhas tecnológicas e metodológicas. Estou falando da Autonomia Autoral Digital Docente (AADD). Para isso, vamos estudar um pouco mais sobre essa proposta de autonomia e assim entendermos como o ser autônomo vai melhorar a sua capacidade autoral digital, tornando-se um bom docente. O que eu quero dizer com isso?

Começo com esse pensamento e você pode me acompanhar: “Viver é ter história para contar!”. Lembra aquela segunda-feira, desde a experiência da escola de infância ou no trabalho, quando você, no final de semana, viveu algo muito divertido: alguma coisa que aconteceu, algo que assistiu, que fez tal como ir ao cinema, alguma atividade em família ou alguma brincadeira? Enfim, segunda-feira era o primeiro horário, e você pensou: “Vou chegar um pouquinho mais cedo na escola e trocar com os amigos um pouco das minhas aventuras”. E no trabalho, não é assim quando você volta de férias e está cheio de histórias para contar? Se sente cheio de vida, não é? Viver é ter histórias para contar, e essa é a autonomia autoral de que estou falando, ser autor de uma aula, de uma fala, de um áudio.  

Entende comigo que é um desafio você conseguir trazer uma história e desenvolvê-la em um enredo, uma narrativa. Nessa narrativa, seu primeiro cuidado é prestar atenção no dialógico. Desenvolver um texto é pensar sempre para um interlocutor, e sobretudo na estrutura em formato de hipertexto, permitindo que o seu interlocutor tenha navegabilidade.

O que eu quero dizer com isso? Que as estruturas de desenvolvimento textual devem considerar o outro, que você deve pensar no seu interlocutor. Acabei de fazer isso, não foi? Te chamei para responsabilidade e assim você conectar o seu interlocutor! Quando você conecta o interlocutor, tendo de um lado o texto ou do outro lado da câmera, um recurso digital, você consegue trazê-lo para mais perto da imersão, da narrativa que faz sentido e significado.

DIALOGIA

Desenvolva o texto sempre num formato dialógico em que você se comunica com o interlocutor de forma pessoal. Isso deixará seu texto mais atraente e empático. Além disso, estruture em formato de hipertexto, permitindo navegabilidade.

NARRATIVA

Se toda segunda-feira é um dia para contar boas histórias do que você viveu no final de semana, as narrativas devem fazer parte das suas locuções autorais. Assim, trazer um pouco daquilo que você viveu, daquilo que desenvolveu na experiência profissional, vai transferir para o outro uma certificação daquilo que está estruturado e vai dar autoridade. Eu lembro bem, por exemplo, ao dar aulas em cursos de pedagogia, fazia narrativa sobre os meus desafios de ser professor e, imediatamente, conectava aquelas estudantes das licenciaturas àquilo que tinha sido ou viria a ser uma experiência para elas.

SIGNIFICADO

 Um outro elemento é o significado. Perceba que o que interessa e o que fará sentido para o estudante é aquilo que também o conecta à sua história de vida. Então, estou dizendo que ter autonomia autoral é assim, encontrar aquilo que dá sentido da a experiência conectando-a  a experiência daquele que é o teu interlocutor.

PROBLEMATIZAÇÃO

 Uma das estratégias que você precisa desenvolver para melhorar a autonomia autoral, é saber problematizar. Nunca deixe de fazer questionamentos. Problematizar é criar provocações, gerar inquietações no seu interlocutor, é iniciar um texto, ou ao meio dele, desenvolver estratégias para reconectar. Isso ocorre quando você faz uma pergunta.

Vou fazer uma agora: “Você já parou para pensar que quando um texto é muito enfadonho e conceitual, a sua mente vai desviando a atenção? Mas quando vem uma pergunta que te conecta de novo e te traz de volta para a leitura, para o entendimento você volta a ficar mais focado”? A problematização é muito boa por que:

  • Ao iniciar, você começa um caminho de curiosidade.
  • No meio, é estratégia para você voltar a chamar ao engajamento.
  • Ao final, para remeter uma reflexão ainda mais profunda daquilo que você discutiu.

CURIOSIDADE

A quinta estratégia é a curiosidade. Se na sua fala você não conseguir conectar e deixar o seu interlocutor curioso, é possível que não se instale nele a vontade voluntária de conhecer. A vontade voluntária de conhecer tem a melhor estrada do aprender, e a autonomia autoral digital é quando você traz elementos que vão gerando curiosidade, tanto por ilustrações, quanto por elementos conectados pelo significado da problematização. Este enredo, essa narrativa vai trazendo a importância da estrutura do texto.

EDIÇÃO

Se estamos falando de Autonomia Autoral Digital, saber editar, saber baixar um arquivo, saber fazer cortes, saber desenvolver e querer pesquisar programas em que você consiga minimamente estruturar um pouco do que é aquilo que você está organizando, é um desafio importante. Então, aprenda editar um texto. Aprenda editar uma imagem. Aprenda editar um vídeo. Aprenda editar um infográfico.

PUBLICAÇÃO

Saber publicar é importante. Criar canais, grupos de interesse, utilizar as redes sociais, não só para o entretenimento, mas para você se conectar com outros grupos.  As pessoas, ao encontrar as suas publicações, mesmo que breves, pequenas, ajudarão a criar uma autoridade de conhecimento na sua área.

INTERAÇÃO

Um dos maiores valores, para quem está em processo de aprendizagem, é interagir com quem sabe. Então, crie canais de comunicação que favoreçam o diálogo, para novamente publicar e interagir. Só publicar e não voltar lá, não fazer provocações, interações, para responder as interlocuções dos colegas, gerar outros movimentos a partir daquilo que você está construindo, pode, de novo, esterilizar e ficar empoeirado. Assim criar movimentos de interação é estratégia importante para sua Autonomia Autoral Digital.

COMPILAÇÃO

Saber compilar é saber organizar conteúdos que estão disponíveis. Um outro termo que se usa muito é curadoria. Existe muito material disponível na internet, porém é necessário fazer curadoria daquilo que é convergente com os temas que está escrevendo, desenvolvendo, alterando, construindo ou gravando. A compilação de materiais vai ajudar a criar um acervo que você qualifica como oportunos para o aprofundamento daqueles que estão acompanhando seu canal e daquilo que está desenvolvendo.

MENTORIA

Posicione-se como mentor, como quem quer ajudar, como quem quer construir e compartilhar as principais dicas do saber e do fazer. Ser mentor é aquele que caminhou, vivenciou, aprendeu e com isso compartilha tanto na forma de mentoria, quanto na atenção e conexão das histórias, do caminho, das encruzilhadas que se aproximam do outro, daquele que quer desenvolver.


Prof. Janes Fidélis Tomelin e Profa. Karina Nones Tomelin

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